Quadrigêmeas indígenas ganham festa surpresa de aniversário pela 1ª vez, aos 7 anos em MS: ‘Momento especial’

Meninas moram com a irmã mais velha, de 32 anos. Pai delas está preso e a mãe mora e trabalha em fazenda. Elas são assistidas pelo Creas e ganharam festa com bolo, decoração, salgadinhos e docinhos.

Sentadas na recepção do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), em Anastácio, região oeste do estado, as quadrigêmeas indígenas aguardavam o momento de serem chamadas para atendimento psicológico, quando abriram a porta e…SURPRESAAAA! Aos 7 anos, as meninas ganharam uma festa de aniversário, pela 1ª vez, fazendo a emoção vir à tona, na última sexta-feira (27).

“As meninas já vêm sendo assistidas desde que nasceram e a família têm recebido todo o nosso amparo. Houve uma questão de violação de direitos e elas estão residindo com a irmã mais velha, de 32 anos. São ao todo 8 crianças na casa e sabemos que, dificilmente, elas teriam a oportunidade de ganhar uma festa de aniversário, então, nós nos unimos e fizemos a festinha para elas”, afirmou ao G1 a coordenadora do Creas, Nívia de Carvalho, de 46 anos.

quadrigemeas indigenas



Segundo a coordenadora, as quadrigêmeas foram informadas pela própria psicóloga sobre a consulta. No entanto, ao abrir a porta, encontraram o local decorado com balões, mesa com docinhos e bolo, salgadinhos, pipoca e também receberam um presente cada uma.

“A psicóloga disse: Vamos meninas, para o atendimento. E, ao abrir, elas encontraram aquele espaço para elas e foi muito emocionante. Uma delas caiu no choro e depois todas brincaram, se divertiram, comeram bastante e ficaram mostrando o presente para a família e o pessoal do Creas, que estava presente. Foi um momento ímpar, muito importante para elas e muito especial pra gente também”, avaliou Nívia.

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A secretária de Assistência Social de Anastácio, Cintia Venância Fagundes, de 41 anos, também falou sobre o aniversário. Segundo ela, o evento é importante também para fortalecer os vínculos e valorização da vida, fazendo a intervenção não só na questão escola e de saúde, mas, também com cestas solidárias e empoderamento das meninas.

“Nós atendemos essa família há mais de 5 anos. Isso tudo faz parte do cuidado humanizado, do nosso trabalho de assistência social, fortalecendo a importância dos laços sanguíneos, da família extensa, as atividades remotas, a escuta, entre outros, então, é um trabalho árduo, de desenvolvimento que estamos fazendo com estas crianças e os familiares delas. A equipe também entende a complexidade do caso e faz muito bem o monitoramento desta família”, explicou Fagundes.

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Pai preso
No dia 31 de março de 2016, Odair Cândido, de 40 anos, foi preso sob a acusação de violência doméstica. Na ocasião, a também índia, Denir Campos, de 44 anos, disse que tinha sido xingada e agredida por ele. Eles são pais de oito crianças, entre elas quadrigêmeas que nasceram em 2014.

Na ocasião, o homem foi preso em casa e autuado em flagrante por lesão corporal dolosa em situação de violência doméstica. Em julho de 2015, ele já havia sido preso por abandono das bebês e outras duas filhas, além das agressões contra a esposa. No entanto, foi solto após fiança de R$ 300.

Atualmente, conforme o Creas, permanece preso.

Descoberta da gravidez
No dia 28 de agosto de 2014, a indígena da etnia terena descobriu a gravidez de quadrigêmeas. Denir Campos já estava na sala de cirurgia, durante o parto normal, na maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, quando acreditava estar esperando apenas dois bebês, algo que teria sido apontado no ultrassom feito durante o pré-natal.

“Quando eu fui fazer ultrassom os médicos só viram dois [bebês]. E só fui saber da novidade na hora do parto, quando os médicos falaram que tinha mais um pra nascer. Achei que eles estavam brincando, mas depois veio outra menina ainda”, falou na ocasião Denir.

Elizabete, Eliza, Elizangela e Elizete, quadrigêmeas univitelinas nasceram de 31 semanas, em um intervalo de 10 minutos, com pesos entre 890 gramas e 1,170 quilo. Logo depois do parto, as bebês foram levadas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde devem ficar para ganhar peso nas próximas semanas. Conforme o hospital, a alta médica ocorreu após 102 dias de internação.

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